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Assassin's Creed Odyssey: vale a pena investir centenas de horas neste épico?

Nesse review eu quero falar sobre um jogo que dividiu muita opinião quando lançou mas que pra mim representa um dos maiores feitos da Ubisoft em termos de escala e ambição. Assassin's Creed Odyssey, e eu vou dar minha visão completa sobre ele, inclusive contando um pouco de como cheguei até aqui.

Confesso que minha relação com a franquia nunca foi das melhores. Joguei o primeiro Assassin's Creed há muitos anos e não me conquistou. Achei a fórmula repetitiva, e fiquei longe da série por um tempão depois disso. Só fui dar uma nova chance no final de 2025, quando comecei Origins. E o motivo foi bem específico: o cenário no Egito me lembrou demais Tomb Raider, e sendo eu apaixonada pela Lara Croft, aquilo despertou minha curiosidade de um jeito que nada antes tinha conseguido. Origins acabou sendo minha porta de entrada de verdade pra essa nova fase da franquia, e foi a partir dele que cheguei em Odyssey com expectativa diferente.

E olha, valeu muito a pena dar essa segunda chance. Esse jogo não é mais aquele Assassin's Creed que me afastou no começo, com missões mais lineares e foco em stealth puro. Aqui a Ubisoft decidiu virar a mesa de vez e entregar um RPG de ação em mundo aberto completo, e a Grécia Antiga que eles recriaram é simplesmente de tirar o fôlego. Navegar entre as ilhas do mar Egeu, chegar em Atenas, em Esparta, ver cada cidade com sua própria identidade visual, isso é um trabalho de nível artístico muito acima da média. Cada vez que eu parava só pra admirar a iluminação batendo no mar ou numa ruína antiga, sentia que estava diante de algo que merecia ser registrado, não só jogado.

E o que faz esse mundo funcionar de verdade é a liberdade que o jogo te dá. Você não está sendo guiado numa linha reta, que era exatamente o que eu tinha estranhado no primeiro jogo da franquia. Aqui você escolhe pra onde ir, o que explorar primeiro, como se aproximar de cada situação. E isso se reflete direto na narrativa também, porque o sistema de escolhas permite que você molde o destino do seu personagem e influencie o rumo dos próprios eventos históricos que estão sendo recontados. Isso é uma virada de chave importante pra franquia, porque te dá uma agência que aquele primeiro jogo simplesmente não oferecia, e que provavelmente foi um dos motivos de eu não ter me conectado com a série naquela época.

O sistema de progressão de habilidades também acertou na mão pra mim. Ele é robusto o suficiente pra você sentir evolução real no seu personagem, mas sem virar uma planilha complicada de gerenciar. Isso mantém o combate e a exploração fluindo bem, sem aquela sensação de estar preso num menu toda hora decidindo o que upar.

Sobre a história, eu sei que tem gente que estranha o quanto Odyssey se afasta dos dogmas mais tradicionais da série, mas pra mim funcionou muito bem, talvez até por eu não ter um apego profundo à fórmula clássica. Eles pegaram a mitologia grega e os conflitos políticos daquela época e criaram um fio condutor convincente, com uma licença poética que é bem executada e não parece forçada. Não é uma aula de história, é uma reinterpretação inteligente que usa o pano de fundo real pra contar uma jornada pessoal envolvente.

Tecnicamente o jogo exige bastante do hardware se você quiser tirar o máximo dele visualmente, mas as opções de configuração disponíveis permitem chegar numa performance estável sem sacrificar tanto a qualidade visual. A trilha sonora e o trabalho de áudio merecem destaque especial, porque sustentam essa atmosfera épica do início ao fim, e o suporte a controle de console é intuitivo o suficiente pra sessões longas de jogo, que no caso de Odyssey vão ser bem longas mesmo.

Se você gosta de unir uma boa dose de exploração arqueológica com um sistema de combate que responde bem aos seus comandos, Assassin's Creed Odyssey continua sendo uma recomendação sólida dentro do catálogo de grandes produções da atualidade. E se você, como eu, teve uma experiência ruim com os primeiros jogos da franquia, talvez seja a hora de dar uma segunda chance, começando por Origins ou direto por aqui. É um daqueles jogos que vale a experiência completa, sem pressa, aproveitando cada canto desse mundo gigantesco que a Ubisoft construiu. Me conta nos comentários se vocês também tiveram uma relação parecida com a franquia, ou se foram fãs desde o início.


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